STF: Dino diverge de relator e vota por juntar processos de Moraes e Mendonça

Na tarde desta terça-feira (15/9), na continuação da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, o ministro Flávio Dino se manifestou a favor da análise conjunta dos casos envolvendo Moraes e Mendonça, divergindo do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que defendeu manter a análise separada dos dois casos.
Os ministros discutem questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes na manhã desta terça-feira para adiar o julgamento e analisar em conjunto os relatórios com informações da Polícia Federal sobre Moraes e também sobre Mendonça.
O que disse Dino
“Como é que vai ser? A gente vai escolher um rito para cada um?”, questionou Dino aos outros ministros da Suprema Corte. “Como que nós vamos poder escolher um rito, caso a caso, para vários casos? Os que já surgiram e os que surgirão. Eu, como membro deste tribunal, acho que para a autoridade técnica do tribunal não é bom. Isso conduzirá a um caminho de dissolução irreparável porque vai ser uma crise por semana, precificada. Eu imagino que a essas alturas ninguém cogite que nós vamos deliberar só sobre o ministro Alexandre. Vamos ter que deliberar sobre todos os outros”, continuou.
Dino foi acompanhado pelo voto do ministro Cristiano Zanin. Junto com Mendes, o placar neste momento está em 3 a 1 para julgar Mendonça e Moraes juntos.
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Primeira vez que a corte delibera sobre um de seus membros
Esta é a primeira vez que a Corte se reúne para deliberar sobre a abertura de inquérito contra um de seus membros. A sessão de hoje é para decidir se a Corte abrirá uma investigação contra Alexandre de Moraes.
O plenário analisa um relatório da PF que apontou que Alexandre de Moraes trocou 52 mensagens com Daniel Vorcaro, ex-dono do Master preso por fraudes financeiras bilionárias.
O ministro Edson Fachin, presidente da Corte, tinha decidido restringir a pauta apenas ao caso de Moraes, deixando para 23 de setembro a análise de eventual conduta irregular atribuída a André Mendonça.





